domingo, 17 de janeiro de 2016

O importante papel do pai no puerpério

Pra quem pensa que o pai é deixado de lado nos primeiros dias de vida do bebê, eu digo com toda certeza do mundo: você está redondamente enganado.

Eu diria que, até os quinze dias de vida do bebê, o pai tem tanto trabalho quanto a mãe. Após esse período, tudo vai depender da dinâmica da casa.

Ora, mas como o pai pode ajudar nos primeiros dias? Vamos lá, eu explico.

Quando o casal chega em casa com o bebê, aquele serzinho tão íntimo, mas ao mesmo tempo tão estranho, mil e uma dúvidas passam pela cabeça da nova mamãe do pedaço.

"Qual é o melhor horário pra dar banho?"
"Troco fralda antes ou depois da mamada?"
"Dou banho antes ou depois da mamada?"
"O álcool 70 vai a cada troca de fralda?"
"Aonde passo a pomada anti assaduras?"

Todas as ações mais simples se tornam verdadeiros eventos nos primeiros dias, pelo fato de tudo ser novidade. Trocar fralda nos primeiros dias de vida não é algo automático, é algo que demanda muita atenção, estudo, inseguranças. De modo que um pai que "só troca fralda", na realidade está fazendo muito pela família (digo pela família, e não pela mãe, pois acredito que a tarefa de cuidar do bebê e da casa é dos pais, e não apenas da mãe).

Já a mãe precisa de foco para amamentar. Precisa sentar-se na cadeira, encontrar uma posição confortável, ajustar a almofada, apoiar os pés, ajeitar a cabecinha do neném, ajustar a pega, ufa. São muitos detalhes que não acontecem de maneira automática. Quando o neném finalmente abocanha, ui, muitas vezes vem A DOR da pega errada. A mamãe precisa tirar o bebê, esquecer o mundo, ajeitar o neném e começar tudo de novo, muitas vezes com um neném já faminto e impaciente. Meu marido precisou ajeitar Jorge no meu seio em cada mamada, inclusive as da madrugada - quando parecia que tudo desandava e o cansaço tomava conta. Sem ele para me apoiar e levar ao Fernandes Figueira naquele início extremamente doloroso (leia meu relato de amamentação aqui), Jorge não teria sido amamentado exclusivamente até os seis meses de vida. Nunca vou me esquecer de seu olhar aliviado ao me ver sair do Banco de Leite do IFF com o Jorge nos braços dizendo: "Nós finalmente conseguimos".

Mesmo nas madrugadas, a mãe precisa de companhia. Um pai que levanta com a mãe nos primeiros dias para trocar a fralda do neném, providenciar a água e dar apoio moral, principalmente caso ela esteja com alguma dificuldade nesse início confuso e doloroso que é a amamentação, é de fato um paizão e um maridão. Cinco estrelas pra ele.

A mãe precisa se alimentar. Precisa se hidratar. Precisa de alguém que a lembre disso e a ajude com essas tarefas. Um pai pode buscar o copo d'água enquanto ela amamenta, pode preparar a comida da casa, pode fazer as compras, pode providenciar frutas para o lanche, descascar uma banana, tirar os caroços de um mamão, se certificar de que a mãe esteja sendo bem alimentada e hidratada.

Nos primeiros dias pode ser muito difícil para a mãe dar o banho no bebê, principalmente se ela tiver se submetido a uma cesárea. De modo que o super papai muitas vezes fica responsável pelos banhos do neném. Bate aquele medo de entrar água no ouvido, de não secar direito cada dobrinha e assar, de entrar sabonete no olho (mesmo os sabonetes de neném sendo feitos especialmente para não arder), do coto cair... onde temos uma mãe insegura, também temos um pai inseguro.

O pai pode prover o descanso para a mãe. Pode dizer: "Descansa, deixa o nosso bebê comigo, que eu te chamo quando ele quiser mamar". O pai pode proteger a casa e pedir para a família e os amigos deixarem as visitas mais pra frente. O pai pode segurar a mão da mãe enquanto ela chora segurando seu neném para fazer o teste do pezinho...

E neste contexto de dúvidas e inseguranças, nasce uma cumplicidade jamais antes vista no casal. A mãe que vê seu marido como um verdadeiro companheiro nessas horas, sem dúvidas fica ainda mais apaixonada pelo homem que escolheu para o pai de seu filho.

É por isso que eu vejo com muita tristeza essa pífia licença paternidade que temos hoje. Ela prejudica imensamente as mães puérperas, principalmente aquelas que não possuem uma irmã ou uma mãe morando perto. É cruel, é desumano. Meu marido juntou licença paternidade, férias, folgas, emendou feriados, fez o possível e o impossível para ficar comigo, para ficar conosco. Além de um super pai, vi nele um super homem, um super marido.

Então aproveito o post de hoje para fazer uma surpresa e desejar a ele um FELIZ ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO. Sim, hoje, 23 de julho de 2015, completamos quatro anos de casados. Até o ano de 2013, eu dizia que estar com ele era meu melhor presente. Desde 2014 eu digo que o Jorge, nosso pequeno amado, é de fato o nosso melhor presente.

Ao Ricardo, meu muito obrigada pela década de cumplicidade, amor e amizade. Todo meu amor e minha admiração pelo homem, marido e pai que você é.

Hoje o post foi diferente. Não tinha como não ser um post mais pessoal.

Então o complemento com algumas fotos que me inundam de felicidade no dia de hoje.



Dia 23 de julho de 2011

Dia 23 de julho de 2011

Ensaio gravidez

Dia 26 de dezembro de 2014

Dia 26 de dezembro de 2014








sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Desabafo de uma mãe sobre o filho que não come

Quem aí teve uma introdução alimentar difícil, por favor, me dê as mãos.


Eu, que sempre preguei a importância de trabalharmos a empatia com nossos bebês, hoje pedi por empatia no auge do meu desespero. 

Não vou me explicar muito... vou colar direto aqui o texto que enviei para umas amigas: 

"Venho dizer que eu desisto de dar comida para o meu filho (1a1m).
Desde os 6m eu tento de tudo e ele simplesmente não come. Já tentei BLW por algumas semanas, foi comida pra todos os lados, menos pra boca. Não tenho ajudante, não posso me dar esse luxo, foi puro estresse.
Já tentei com Galinha pintadinha, peppa, bita, mickey e nada.
Já deixei em jejum de peito o dia todo e nada.
Já tentei dar com minha mão, já dei amassado, em pedaços, legumes em palito, com garfo, com colher, de todas as formas. E hoje renuncio. Quer peito? Vai ficar só no peito. Até sei lá 15 anos. Cansei.
Detalhe: com a minha mãe ele bate um pratão. Na cadeirinha, no carrinho, seja a comida dela ou a minha comida. Tenho ido nela todo dia na hora do almoço pra ele comer. Levo a mesma comida que eu ofereço diariamente e, com ela, ele come, de modo que o problema também não é o gosto da minha comida (canso de ouvir piadinhas sobre isso).
Com minha irmã ou meu marido ele come um pouco, mas não se compara ao que come com minha mãe. Mas sinceramente, acho que o problema dele sou eu.
Fruta ele deu pra só comer manga e goiaba. Beleza.
Eu só dava piti pra ele comer até uns 8m, desde então eu chutei o balde, ofereço comida e frutas nos horários certinhos, ele recusa, eu não forço. Bola pra frente. Afinal, até um ano o leite é o principal alimento, não é isso que dizem? De modo que não podemos dizer que ele se recusa a comer comigo porque eu o estresso bla-bla-bla (essas coisas que matam de ódio qualquer mãe de filho que não come: "ele não come contigo porque você se estressa, etc etc" --> NÃO, NÃO É O CASO).
Simplesmente comigo ele não aceita comer. Mas pior que não comer é que ele dá tapas na primeira colherada, suja a sala inteira e, além do trabalho ENORME que tenho de preparar a comida (sou vegetariana, então imaginem a quantidade de legumes gostosinhos que eu preparo), depois tenho que limpar sala, cadeirão, minha cadeira, sem ele ter posto pra dentro UMA GRAMA de comida. Eu pareço uma louca com a colher ou a mão fugindo dos tapas dele. Cada colherada pra dentro é super comemorada. E normalmente a colherada que entra é quando ele abre a boca pra tentar morder algum brinquedo... Porque abrir a boca pra colher, jamais.
Ele tem rotina. Ele não senta pra comer com sono, normalmente está bem descansado nos horários das refeições. Eu ofereço a comida do meu prato - até porque já desisti de fazer um prato só pra ele.
Passo o dia todo sozinha com ele, não tenho ajudante, faço tudo da casa sozinha. E ele ainda acorda em média 6 a 9 vezes por noite.
Eu sempre fui super empática com meu filho. Não forço a barra para ele comer. Sempre deixei tranquilamente no peito, mas ele já fez um ano e não posso mais repetir o mantra "até um ano o leite é o principal alimento do bebê". Preciso de um abraço."


Obviamente eu estava bem cansada quando enviei esse desabafo e, depois dele, já tentei dar a janta do meu filho novamente - sem sucesso também. A gente faz essas "promessas" de jogar tudo pro alto e não consegue (ainda bem né!).


Eu não forço a barra pra ele comer. Levo tudo num relax. Não comeu? Não tem problema. Tem o peito. 

Hoje, mesmo tendo desabafado, não deixei transparecer minha frustração por ele não comer. Não quero que a refeição vire um problema. Mas às vezes simplesmente me sinto cansada.

E por que eu decidi compartilhar esse desabafo em um blog de apego? Porque eu sou mãe. Sou humana. Tenho minhas falhas, meus cansaços, meus desabafos. A maternidade não é um conto de fadas. Temos nossos momentos de querer jogar tudo pro alto. Mas sempre voltamos pro eixo. É só olhar pros olhinhos dos nossos bebês, que vemos que tudo faz sentido, mesmo depois de uma colherada de feijão jogada pro alto.

E recebi tantos abraços com esse texto. Mais do que dicas óbvias - as quais já tentei todas - às vezes eu só preciso de um abraço. De alguém que diga: Eu te entendo. E foi isso que eu recebi com o meu desabafo.

Que esse texto console mais alguma mamãe que esteja passando por bocados complicados no quesito Introdução Alimentar. Dessa vez não vim dar dicas... só quero dizer: eu te entendo. E vai passar. Eu sei que vai passar. E ainda vamos rir muito disso, rs... não tenho dúvidas!

Um beijo,
A mãe apegada.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Um ano amamentando - o que mudou?

Dia 26/12/2015 Jorge fez um ano de vida. Não sei se é clichê, mas eu comemorei muito esse primeiro ano, pois também foi meu primeiro ano como mãe, como dona de casa, nosso primeiro ano de amamentação, dentre várias outras coisas.

Eu já escrevi aqui sobre meu início difícil e conturbado com a amamentação. Apesar desse início difícil, conseguimos levar Jorge até os seis meses com amamentação exclusiva, o que foi um grande marco pra nós.

Agora com um ano Jorge continua mamando somente no peito, além de consumir outros alimentos (sua introdução alimentar aconteceu com 6 meses e 1 semana aproximadamente).

Bem, e com um ano de amamentação, o que mudou?

Muita coisa mudou. Pra começar que amamentar, pra mim, sempre foi um grande sonho e um fator primordial pra minha escolha de dar um tempo na minha carreira. A mãe que amamenta sabe que o elo que se forma durante o período da amamentação é muito forte. Não quero dizer com isso que a mãe que não pôde amamentar tem um elo mais fraco, não é nada disso, mas a amamentação traz com ela uma dependência maior do bebê com a mãe, afinal, amamentar é um ato que não se pode delegar a outra pessoa. Amamentar consome demais a mãe, pois é algo que pode levar horas e horas e que ninguém pode fazer por ela.

E Jorginho sempre amou o peito, desde RN. Passou quase quatro meses pendurado (período da extero-gestação - chegou a fazer turnos de 6 horas direto, non stop), recusou a chupeta - o que hoje em dia eu agradeço a Deus por ele ter sido sábio - e seu primeiro sorriso foi para o peito rs. Eu não quis cerrar esse ciclo quando ele tinha apenas quatro meses de vida, por isso decidi postergar meu retorno ao trabalho.

A introdução alimentar não foi das mais fáceis. Até hoje Jorge faz greves de fome de vez em quando na tentativa de ficar só no peito. Mas muitas vezes o peito é quem salva a alimentação do Jorge (quando ele tem alguma virose ou quando tem dente nascendo - quando não há santo que o faça comer!). Ele até hoje come muito pouco. E mama muito. De modo que amamentar ainda me prende bastante, e talvez essa seja a parte mais complicada de toda história.

Meu filho já tem um ano e até hoje opto por não ficar muitas horas longe dele, por conta da amamentação. Dormir fora, nem pensar. Se não for no peito, ele chora chora chora horas seguidas até dormir. Não, eu não quero fazer isso com ele. Mas o mais chato mesmo é que ninguém, mas NINGUÉM entende essa opção que eu faço de não sair sem meu filho por conta do peito.

- Mas ele já come outras coisas? Então porque você precisa ficar em casa para amamentá-lo?
- Você sabe que está prejudicando seu filho com essa dependência toda, né?
- Não acredito que você não pode sair uma noitezinha sequer até hoje. Ele já come outras coisas, se acordar, o pai dá uma banana, sei lá!
- Ué, tira seu leite e congela!
- O que? Você não sai sozinha com seu marido? Cuidado hein! Assim não há casamento que resista!

Gente, simplesmente parem. Sei que há casais que querem muito dar aquela namorada fora de casa, sair para jantar ou ir ao cinema sem a cria, mas essa vontade ainda não chegou por aqui. Outro dia perguntei ao meu marido se ele fazia questão de sair somente comigo e a resposta foi a que eu imaginei: Não. Gostamos tanto dos nossos passeios matinais, com nosso filho, que ainda não sentimos falta de algo diferente disso.

- Mas e quando ele for pra creche? Como vai ser? Você precisa ir cortando o peito pra ele ir se acostumando.

Eu acho que tudo tem seu tempo e que nada forçado é legal. Um dia eu e meu marido sentiremos uma louca vontade de deixar nosso filho com alguém para passar o fim de semana na serra. Ou para varar a madrugada tomando chopp com os amigos na lapa. Um dia meu filho vai pra creche e eu vou voltar a trabalhar. Um dia, um dia... E um dia Jorge vai dormir sem o peito. Seja por iniciativa própria ou porque eu terei voltado a trabalhar e ele terá que aprender a dormir no colo de uma estranha. Mas pra que forçar qualquer uma dessas situações antes do tempo, antes de estarmos seguros pra isso?

Aqui, por exemplo, botamos Jorge pra dormir cedinho e corremos pra sala pra assistir um filme, por vezes até tomamos um gole de cerveja. Pedimos pizza. E somos felizes assim.

Além do mais, Jorge não toma meu leite fora da "fonte". Meu marido já tentou dar no copinho e não rolou. O espertinho quer só no peito. E é sério que alguém acha que o menino vai acordar de madrugada procurando o conforto do mamá e vai se contentar com uma banana oferecida pelo pai?

Jorge ainda acorda muito de madrugada procurando o mamá dele. Eu não durmo mais que 2h seguidas há um ano. Mas engana-se quem pensa que ele sente fome: curiosamente as noites em que ele dorme melhor são aquelas em que no dia ele mais mamou. Recentemente Jorge passou um mês só no peito (dos onze aos doze meses - virose, dente, etc) e eu tive as melhores noites do último ano. Ao passo que, quando voltou a comer, voltou a ter noites agitadas. A impressão que eu tenho é a de que mamar bastante durante o dia o deixa mais seguro e o faz dormir mais profundamente a noite. Ah, outro dado importante: embora tenha passado um mês exclusivamente no peito, já com um ano de idade, engatinhando e andando, Jorge continuou ganhando peso. De modo que, contrariando a "sabedoria da vovó", o leite NÃO VIRA ÁGUA APÓS OS SEIS MESES. Senão meu filho teria se desnutrido rs...

Eu brinco que toda mãe deveria ter a experiência de amamentar por mais de seis meses (além de ser recomendação da OMS a amamentação até os dois anos ou mais). É super divertido amamentar hoje em dia, com ele interagindo tanto. Ele literalmente se treme de emoção quando eu tiro o sutiã ou quando pergunto: "Filho, quer peito?". É tão engraçado!

Mas é claro que a cada dia que passa, a amamentação me consome mais e mais. Hoje em dia, o peito é solicitado a qualquer hora, em qualquer lugar, e sem muita chance de negociação. O peito não tem mais tanto papel de alimentação, mas é o consolo, o soninho, o conforto, a segurança. E ele pede toda hora. Mesmo. Se estiver com sono ou entediado, pelo menos a cada meia hora. Então se estou no shopping e meu chumbinho de 11kg resolve mamar, meu amigo, é ali mesmo. Não me incomoda amamentar em público, mas às vezes é atrapalhado parar tudo o que se está fazendo, sentar meu big boy, e amamentar. A cada meia hora.

Também tenho certa dificuldade em sentar com ele em casa para brincar. O vício é tanto e o livre acesso é tão... "livre"... que, se ele estiver entediado, vai parar de brincar para mamar de 5 em 5min. Me faz abaixar o sutiã, dá 3 goladas e volta a brincar. É repetitivo, por vezes sacal, pois não há santo que o faça desistir de dar aquela micro mamada o tempo inteiro.

Aí entra outra coisa chatíssima, que é o olhar alheio querendo regular meu peito... Se quem não amamenta sofre preconceito, quem amamenta por mais de seis meses também sofre. Tem gente que acha "horrível bebê grande puxar a roupa da mãe pra mamar". Achar você pode achar o que quiser. Só não venha me recriminar por amamentar meu filho em público se não quer ouvir uma resposta malcriada. E só para lembrar: a mãe aqui sou eu, então quem dá os limites também sou eu. Afinal, é no seu peito que ele está querendo mamar ou no meu?

Aos finais de semana, meu marido fica com nosso filho de manhãzinha preu dormir um pouco mais. Mas bota pouco nisso. Eu o amamento assim que ele acorda, entrego pro pai, que dá uma fruta, dá água, mas no máximo 2h depois ele já está indócil pedindo "Mamá! Mamá!". Então mesmo com o vale-soneca do papai, a mamãe aqui não consegue esticar muito o sono aos finais de semana.

O que eu quero dizer com tudo isso?

Que amamentar não é fácil. Não a toa, as mães comemoram cada mês amamentado exclusivamente. Depois, cada mês resistindo à mamadeira. Quando a mãe volta a trabalhar então, cada dia de amamentação é uma vitória.

Antes de ser mãe eu achava que dar mamadeira devia ser muito trabalhoso. Esterilizar, preparar, esquentar. Afinal, o peito já está ali, na temperatura ambiente... por um lado o peito é mais prático sim. Posso sair na sua sem absolutamente para pro meu filho beliscar, pois tenho o peito pra ele se nutrir. Não tendo o peito, a mãe precisa se preparar, levar a água, o leite em pó e a mamadeira.

Mas por outro lado... meu filho ficava horas e horas pendurado no meu peito. Hoje em dia não passa mas horas e horas pendurado mas, conforme eu já citei, pede a cada 5min rs... o peito gera um vício que não existe com a mamadeira - existe com a chupeta. Além do mais, a mamadeira pode ser oferecida por outra pessoa, enquanto a mãe vai sei lá, tomar um banho, fazer as unhas, cuidar de si. O peito, obviamente, não.

Nem toda mãe curte a ideia de amamentar. Por vezes eu brinco que é como ter um "piercing de mamilo" ali te sugando o tempo todo. Respeito a opção dessas mulheres, não é fácil mesmo ficar presa, ainda mais na nossa cultura ocidental, onde a mãe pensa que tem que fazer tudo ao mesmo tempo: cuidar do corpo, da casa, do marido, da vida social. Muitas vezes acabamos não percebendo que o bebê é quem precisa da gente 100% do tempo, e que todo restante pode esperar.

Mas eu lamento pelas que quiseram mas não puderam amamentar por falta de apoio ou de informação. Apoio é FUNDAMENTAL. Para elas, indico que leiam esse texto aqui para, quem sabe, realizar esse sonho com o próximo filho, ou até mesmo para mostrar para as amigas que é sempre possível buscar ajuda.

Resumidamente, amamentar é se doar, mais do que qualquer outra coisa.

E apesar de todos os pontos contras que citei aqui em cima, eu não pretendo parar tão cedo. Enquanto eu estiver em casa com meu filho, ele terá livre acesso ao mamá dele.

"Mas COMO você pode curtir essa dependência toda?".

Sei lá. Sendo mãe. Mãe é bicho meio doido.

Mãe sofre com as dores do parto, sofre com o puerpério, e sonha ter outro filho.

Com a amamentação é parecido. Algumas - poucas - vezes eu me questionei se estava fazendo certo adotando a livre demanda (principalmente quando meu filho dá revertério para comer - o que acontece em praticamente todas as refeições), mas a grande verdade é que eu não mudaria nada na nossa história de amor-líquido. Mesmo sabendo que talvez ele comesse melhor sem a livre demanda. Mesmo sabendo que talvez eu dormisse por mais que 2h seguidas.

Porque ser mãe, de peito ou de mamadeira, é isso: é se doar inteiramente. É fazer o que pensa ser o melhor pro seu bebê sem pensar duas vezes ou medir os esforços.


Diploma conquistado a base de muito suor, amor e dedicação. Principalmente, apoio.
Foto: Flamingo Foto.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

A maternidade, o mercado de trabalho e o machismo

Quanto tempo não escrevo por aqui! Eu achava que escrever no blog dava trabalho, até começar a fazer vídeo rs... Hoje já acho MOLEZINHA escrever.

Bem, hoje eu quero falar sobre o machismo que naturalmente já ronda as mulheres, mas parece que se potencializa ao infinito com relação às mães.

Muitos já sabem, alguns não, e quero ainda fazer um post e um vídeo exclusivamente sobre isso, mas eu dei um tempo na minha carreira pelo meu filho e por mim. Tive quatro meses de licença maternidade, mais férias, e não estava preparada para voltar ao trabalho e passar longas 12h por dia longe do meu bebê, que mal virava de bruços ainda. Por isso, pedi uma licença sem vencimentos de mais alguns meses, e atualmente ainda gozo deste período.

Dia desses eu estava conversando com um amigo muito querido da empresa por WhatsApp e ele me perguntou se eu retornarei ou não. Disse que sim, claro, quero muito voltar a trabalhar (se o mercado e a crise permitirem, claro). E ele sutilmente me aconselhou a já ir "mudando a chave" de mãe para mulher trabalhadora.

Fiquei pensando nesse toque, indireta, ou seja lá o que foi de fato. Temos intimidade e amizade o suficiente para saber que ele quer o meu bem, e não sei ao certo se ele estava reproduzindo um comportamento machista ou se ele me aconselhava porque "o mundo é assim desde que o mundo é mundo, então é melhor você se adaptar". Fato é que a crítica velada foi às minhas postagens do Facebook e à forma como "mudei depois que virei mãe".

Nesse momento, dei uma varredura geral na minha timeline do Facebook. E o que encontrei já era o esperado: sim, há meses eu só posto sobre maternidade, amamentação, criação com apego. Há meses as poucas fotos que eu posto são com meu filho, inclusive minha foto de perfil era amamentando meu bebê. Particularmente acho mais interessante que as discussões políticas ou futebolísticas que, nos dias de hoje, não agregam nada, em sua maioria só incitam o ódio.

Sim, eu sou mãe. E eu não deveria me constranger ao mostrar isso em público.
Tem gente que apoia o Bolsonaro em público sem o menor constrangimento.

É aí que entra o pensamento comum, injusto, machista, escroto: Quem levará a sério no escritório uma mulher que assume publicamente seu papel de mãe, ainda que ela esteja de licença? Afinal, a funcionária mãe é quem precisa sair mais cedo para buscar seu filho na creche. É ela quem se ausenta quando o filho tá doente.

Mas isso é de graça? Não, não é! No meu caso, conto com um banco de horas. E se eu me ausentar, simplesmente serei descontada ou terei que compensar as horas. E uma mãe compensando horas, na maioria das vezes, é muito mais penoso que um pai. Porque muitas mães chegam em casa e precisam dar conta da comida, da roupa, da casa. Muitas contam com um marido-zero-à-esquerda em casa, ou são mães solteiras. Então por que as pessoas - mais especificamente os homens - se incomodam tanto com o fato de trabalhar com uma mãe? Por que uma mãe precisa constantemente provar sua competência perante os homens em suas empresas, para continuar na batalha? É cansativo, eu diria exaustivo, ter que provar dia após dia que você merece a confiança dos seus superiores, por ser mulher, por ser mãe. É como se a mãe passasse uma imagem de fragilidade, quando na verdade, o que acontece na prática é justamente o oposto.

Eu gostaria muito de mudar essa percepção. Venho dizer que uma mãe é um ser que automaticamente aprende - muitas vezes na marra - a equilibrar 50 pratos ao mesmo tempo. Uma mãe tem responsabilidade estampada no rosto. Tem empatia aflorada. Se você precisa que uma tarefa seja cumprida com rigor, em tempo recorde, chame uma mãe para fazê-la. Ela está acostumada a tocar muitos projetos simultâneos, com seriedade e qualidade. E, principalmente, com amor.

A mãe lida melhor do que ninguém com a pressão. Melhor do que qualquer homem. Deixou de ser aquela menina ingênua e virou leoa. A mãe é a mulher que aprendeu a brigar, a defender sua equipe com unhas e dentes. A mãe é pratica, por necessidade, por instinto. Sem deixar de ser perfeccionista.

E aí no meio desse papo todo eu me lembrei de um colega, homem, que há uns dois ou três anos tirou também uma licença sem vencimentos por um ano para viajar o mundo. Um ano sabático. Ninguém questionou nada sobre sua vida, ou o aconselhou a "virar a chave" para voltar ao trabalho. Ele não passou a ter sua capacidade técnica questionada porque tirou um ano de licença para viajar sem rumo por aí. Pelo contrario: quando voltou ao batente, foi super bem recebido por pessoas extremamente interessadas no que ele havia feito ao longo desse ano.

Já eu, bem... Eu sou a mulher que virou mãe e decidiu mudar a vida por isso. Sou a mulher fraca que decidiu "viver pro filho" e se esquecer do mundo. Não sirvo pra minha profissão (majoritariamente masculina) porque preferi, por alguns meses, trocar fralda ao invés de engrandecer minha carreira, solidificada com muito suor.

E eu pergunto: pode uma viagem ser mais importante do que a missão de criar um filho? Não quero desmerecer o ano sabático do meu colega mas por que tentam a toda hora desmerecer e diminuir minha missão de mãe, de formadora de personalidade, de educadora de um SER HUMANO, que será o futuro do nosso mundão?

A maternidade fez de mim uma pessoa muito melhor em todos os sentidos. Como ser humano, como profissional. Como parte do nosso planeta.

Quero voltar ao mercado de trabalho, pois acho que me fará bem. Sinto falta do meu salário, dos colegas, do meu trabalho. Mas não tenho dúvidas de que o trabalho de uma mãe exclusiva é muito mais relevante pro mundo que o trabalho que eu desempenharei na minha empresa. É a formação de um cidadão e não há trabalho mais cheio de responsabilidade que esse.

Não, eu ainda não virei a chave. Por isso decidi escrever esse texto.

E me desculpem, mas acho o legado da minha licença muito mais importante que uma viagem ou que "apenas" trocar fraldas.

Pensem nisso.





segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Rapidinhas da Mãe Apegada - BB Cream

Olá, mamães vaidosas!

Outro dia estava pensando que nunca mais consegui me maquiar para sair de casa. Me maquiar virou uma atividade de luxo, só para casamentos ou eventos muito sociais. E eu, que sempre adorei me maquiar, mesmo que fosse pra ir ao shopping rapidinho, comecei a me sentir incomodada com a falta de tempo e de paciência para isso.



Bem, eu vi que na realidade eu precisava mesmo era simplificar minha necessaire. E foi quando eu descobri o BB Cream da Loreal!

"Mas Apegada, como você simplificou sua necessaire só com isso?".

Simples: sempre usei uma base ótima da MAC no dia a dia (Studio Fix). Acabamento perfeito, mas um pouco trabalhosa, precisa ser passada com pincel, espalhar bem pra não parecer vaca malhada, etc.

Com o BB Cream, espalho com a mão, passo no rosto e pronto! Disfarça até olheiras leves e moderadas, nos melhores dias posso dispensar o corretivo sem dó. Depois da base espalhada rapidamente, é só finalizar a make com um blush, um batom e um rímel pra quem preferir e pronto! Mãe moderninha indo pro shopping toda satisfeita com sua make prática e rápida.

A cobertura do BB Cream é surpreendente. Eu adquiri o da marca Loreal na Drogaria Venâncio por R$ 29,90 (achei o preço muito razoável). Ela vem em três cores: Clara, média e escura. Peça para uma atendente pingar um pouco na sua mão para você escolher o BB baseado no seu tom de pele.


BB Cream da Loreal

Espero que tenham gostado da dica. Rapidinha, mas útil e prática ;)

Rapidinhas da mãe apegada - Lenço umedecido

Há diversas opções de lenços umedecidos no mercado atualmente. E acho que a grande maioria das mães prefere os lenços da Johnson, principalmente para cuidar dos seus bebês RN.

Os lenços Johnson, na minha opinião, são os melhores. São grandes, molhadinhos na medida certa, perfume suave (sempre pego o amarelo) e sai só um de cada vez (na pressa isso é muito importante!).

Porém, o preço de um pacote com 50 lenços Johnson custa em média R$ 9,00. Por isso, me vi obrigada a testar outros lenços disponíveis no mercado.



Ganhei o Huggies verde e resolvi experimentar. Achei a consistência super estranha. Gostei do perfume (bem suave), mas achei ele seco, desmanchando na minha mão. O ponto positivo ficou por conta do sistema de abre e fecha, que possui uma melhor vedação e garante a umidade dos lenços por mais tempo.


Depois peguei uma promoção ótima de lenços Bebê Natureza na Drogaria Venâncio e resolvi testar. Quatro pacotes estavam saindo a quase R$ 18,00! Me surpreendi positivamente com esses. Molhadinhos, perfumados, limpam super bem e BARATOS. Ponto negativo: é super difícil tirar só um lenço na pressa. Quando menciono "pressa", quero falar daqueles momentos em que o Jorge está todo cagado e querendo engatinhar com o bumbum ainda todo sujo! Logo, na minha opinião, o bebê natureza peca e muito por essa questão. Quantas vezes já tirei uns quatro lenços de uma vez na pressa, desperdiçando meu rico dinheirinho.


Por fim, minha grata surpresa foi ter experimentado os lenços Looping, que vieram junto com um pacote de fraldas numa promoção. O melhor custo x benefício disparado! Um pacote desse lenço está saindo por R$ 4,90 nas Drogarias Cristal e custa uma média de R$ 5,99 nas outras farmácias.
O lenço conta com a umidade ideal, cheirinho suave, tamanho perfeito do lenço, sai apenas um de cada vez, resumindo: é quase um Johnson, porém, mais barato!

Fica então a dica para as mamães que, assim como eu, menosprezavam o Looping naquela bandeja de promoção da farmácia. Experimentem e garanto que não vão se arrepender.

Depois me digam o que acharam 😉

domingo, 15 de novembro de 2015

Meu bebê cresceu: qual a melhor solução pro banho?

Acho que toda mãe uma hora passa por essa dúvida. O bebê cresce, não fica mais tão bem na banheira, mas ao mesmo tempo ainda não fica em pé para tomar banho no box junto com você.

Existem diversas soluções para esse momento. Uma delas é dar banho no bebê de chuveiro, junto com você. Outra é procurar os ofurôs para bebês maiores, estilo BabyTub.



Eu sempre fui apaixonada pela BabyTub. Ela é bem grande, dependendo da criança, pode ser usada até 4 anos. Porém, seu preço me inviabilizava a compra (ela custa em média R$ 250,00).

Até que um dia, passeando pela Americanas, vi o cesto Multiuso de 30 litros da Arthi por R$ 36,00 e resolvi comprar para testar. Não é que deu certo?

Jorge AMOU o banho no cesto. Virou um grande ofurô e ele toma banho nele até hoje, já com quase um aninho.

Aqui cabe uma consideração: o ofurô Babytub é rígido, portanto, mais seguro que o cesto da Arthi. Porém, eu acredito que o banho do bebê é uma atividade que deve ser 100% monitorada e, por isso, embora o cesto da Arthi seja até flexível, com a supervisão de um adulto ele fica super seguro.

Além do mais, o cesto é super prático para levar em viagens. Como ele possui alças, aqui usamos como uma sacola mesmo, enfiamos os brinquedos dentro e carregamos pelas alças. Pode-se usar na laje pra um banho de sol, enfim, há mil e uma utilidades (sempre sempre SEMPRE sob a supervisão de um adulto).

Bem, fica aqui a dica de um "primo-pobre" pra tão desejada Babytub.

Atenção: existem outros modelos. O modelo mais adequado por aqui foi o de 30 litros.

Segue link do Walmart com o cesto: https://www.walmart.com.br/cesto-multiuso-com-alca-branco-arthi/2118901/pr




Jorge todo-todo tomando banho no cesto <3